sexta-feira, 10 de junho de 2011

Normal x Anormal

“Ser normal é ser humano. Não existe uma pessoa perfeita, todos temos limitações, independente do que seja. A anormalidade, que costumeiramente nos referimos a grupos segregados e estigmatizados pela sociedade, é uma criação que depende do olhar do outro. Sejamos sábios, capazes de questionar qual é o olhar que temos para o mundo, para a vida e para o SER HUMANO”

Escrevi esta frase pensando em situações vivenciadas diariamente. É comum na sociedade nos referirmos às pessoas segundo esteriótipos que as identificam. No entanto, o uso desses esteriótipos de forma pejorativa, que segrega, que marginaliza, que rotula é um mal que assola a vida de muitas pessoas estigmatizadas. A pessoa passa a ser conhecida segundo o rótulo que lhe foi atribuído de doente mental, de bêbado, de surdo, de cego e não pelo seu nome de nascimento. E pior, os ditos "normais", subjulgam o potencial dessas pessoas, como pessoas incapazes de se adequarem à norma, então passam a ser "anormais" e "coitados".
Mas o que é NORMA, senão regras e padrões que ordenam e regem uma sociedade, e tudo que é considerado fora da norma é atribuído a nomeclatura 'anormal'.
No entanto, como dizer de normalidade sem considerar as diferenças?!
Podemos dizer que assim como a impressão digital, somos diferentes uns dos outros. Cada pessoa é única e tem seus potenciais e suas limitações. Ninguém é 100% potencial, todos temos limitações.
Com relação às pessoas estigmatizadas, refletimos um exemplo simples que me refiro abaixo:
Uma pessoa pode não enchegar, mas ouve e fala muito bem, podendo inclusive ser um ótimo orador!
Uma outra pessoa pode enchegar muito bem, mas não consegue falar em público!
Aonde está o normal e o anormal aqui?! Considerando as diferenças individuais?!
Será que nós "ditos normais" não boicotamos o potencial e a capacidade de vir-a-ser daqueles que rotulamos?!
Não estou negando aqui doenças genéticas, físicas, sejam elas quais forem.
Apenas reflito o quanto marginalizamos e segregamos seres humanos ao atribuirmos rótulos que nós, "ditos normais", demos à eles. E o quanto deixamos marginalizado também a ESSÊNCIA HUMANA.

"Não basta enxergar as pessoas, temos que aprender a transcender para então termos um novo olhar para essência da vida e ser humano"

Escrito por: Joseane Francielle Massa

terça-feira, 12 de abril de 2011

Psicologia Clínica

É comum pessoas associarem à Psicologia como uma ciência que trabalha somente com Patologias e Transtornos Mentais. No entanto, a Psicologia pode contribuir com inúmeras questões, dentre elas, conflitos da vida cotidiana, como por exemplo: Perdas, Sofrimentos diversos, Comportamentos Incompatíveis que podem proporcionar algum sofrimento para a pessoa em si e em suas relações sociais, familiares, conjugais, de trabalho, entre outras.
A Análise Psicológica contribui para a interpretação de conteúdos mentais (sentimentos, pensamentos, produções imaginárias, comportamentos) de tal forma, que a pessoa, no seu rítmo, possa ter 'insights', ou seja, tornar sob a luz da consciência conteúdos internos, que possibilite ao paciente se auto-conhecer e encontrar "saídas" para o seu sofrimento.
A análise pessoal proporciona também o auto-conhecimento: os desejos, medos, e outros aspectos da personalidade de cada Ser-Humano.
O foco da Psicologia Clínica é a SAÚDE MENTAL.